quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Falando em apropriação

A apropriação consciente das novas tecnologias na prática de ensino é a atitude mais adequada à uma sociedade que sofre um acelerado processo de mudanças decorridas principalmente do avanço tecnológico e o que isso pode provocar em termos de transformação social e dos próprios processos de cognição e percepção torna-se objeto de preocupação de várias áreas do conhecimento.
Essa apropriação das novas tecnologias na prática de ensino deve ocorrer de forma consciente, revendo o papel do professor, redimensionando a prática pedagógica, explorando suas potencialidades de maneira criativa para que consiga construir um conhecimento significativo para a vida dos envolvidos.
Isso significa que não basta introduzir tecnologia, pois esta por si só não se constitui em uma revolução metodológica, é imprescindível pensar em como ela é apropriada e explorada pela prática docente, e saber o quanto seu uso pode efetivamente contribuir para uma proposta pedagógica eficiente, consciente e criativa, voltada para a universalidade do conhecimento construído de forma colaborativa, afastada de uma idéia de modernização meramente instrumental.

“No entanto, o fato de mudar o meio em que a educação e a comunicação entre alunos e professores se realizam traz mudanças ao ensino e à aprendizagem que precisam ser compreendidas ao tempo em que se analisam as potencialidades e limitações das tecnologias e linguagens empregadas para a mediação pedagógica e a aprendizagem dos alunos.” (ALMEIDA, 2003, p. 329)


3 comentários:

  1. Gostei deste excerto da obra de Alfredo e Aline.. parece ser apropriado , mesmo que se se refira a outro estado brasileiro....
    Deve antes de mais nada haver consciência para o que se está a utilizar determinadas metodologias
    e se estas irão acrescentar ao nosso aluno diante de sua realidade.
    abraços...
    Mignez

    Realidades recompostas: a apropriação consciente das novas tecnologias e a arteeducação
    na construção do conhecimento.
    Alfredo Henrique Macelloni*
    Aline Tosta Floriano**
    RESUMO:
    O texto se sustenta por duas importantes motivações: a educação através da arte,
    questionando sua função social e a apropriação consciente das novas tecnologias na
    prática de ensino. Além de relatar a experiência didática interdisciplinar (Literatura e
    História) vivenciada no exercício profissional do ensino médio, realizada desde março de
    2007, pelos próprios autores que como pesquisadores/docentes, procuram o despertar
    para as mudanças efetivas e assim trabalham para recompor a realidade de uma
    pequena escola pública estadual no litoral norte de São Paulo.
    PALAVRAS-CHAVE: Arte - Educação - Novas tecnologias
    *

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  2. Investigar as aprendizagens realizadas pelo professor, em meio ao processo de utilizaçao de tecnologias no cotidiano pedagógico, nos remete a reflexoes profundas sobre inovaçao e mudança. Como estamos trabalhando com isso e em meio a isso na sociedade do conhecimento? Como dar sentido a tanta informaçao? Como ressignificar o papel docente frente a mudanças estruturais que acontecem numa velocidade nunca antes pensada, como impulsionar o desenvolvimento profissional docente a partir dos desafios que se apresentam? Sao questoes pertinentes aos nossos tempos, e investigaçoes como esta a que te propoes auxiliam cada vez mais a que busquemos juntos novos caminhos. Parabéns pela proposta!!!

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  3. A introdução de novas tecnologias na educação não implica necessariamente novas
    práticas pedagógicas, pois podemos com ela apenas vestir o velho com roupa nova, como seria
    o caso dos livros eletrônicos, tutoriais multimídia e cursos a distância disponíveis na Internet,
    que não incorporam nada de novo no que se refere à concepção do processo de ensinoaprendizagem.
    Dessa forma, as novas tecnologias são usadas apenas como instrumento
    (Pretto, 1996), o que tende a ser inócuo na educação se não repensamos os demais elementos
    envolvidos nesse processo. Nesses termos, “sua utilização acaba por resultar quase sempre
    em aulas em vídeo iguais às da escola de hoje, ou a textos em microcomputadores, interativos
    e auto-instrutivos, mais limitados que os livros existentes nas estantes escolares” (Kawamura,1996)

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