"A revolução da tecnologia da informação e a reestruturação do capitalismo introduziram uma nova forma de sociedade, a sociedade em rede.(Castells,1999)"
A Educação e a Escola encontram-se empregnadas de tecnologias: as tecnologias são uma realidade no nosso cotidiano e no cotidiano de alunos, professores e funcionários das escolas. A Escola inserida neste contexto necessita resignificar espaços buscando legitimação na transformação da informação advinda da conexão direta de acesso imediato, instantâneo propiciada pela evolução tecnológica. O limite físico do que caracterizava-se como espaço escolar dilui-se na mesma velocidade em que se processa o fluxo de informações através da rede mundial. Nesse sentido, aceitar ou resistir a determinado estado de coisas, são marcas que se equivalem na revelação do pertencimento a uma cultura, a uma sociedade. Pensando na forma como isso ocorre, a inserção da sociedade, da escola nessa cultura que se forma a partir ou para essa tecnologia, podemos prever mudanças nos modos de ensinar e aprender, trazidas pela virtualidade advinda da tecnologia que vem possibilitando novos ambientes cognitivos sem os limites físicos do espaço escolar que denominamos de Escola. Embora exista um certo estranhamento com esse novo é preciso buscar espaços de legitimação na educação que contemplem a multiplicidade advinda desta evolução tecnológica. O professor precisa reconhecer que não pode mais educar sobre estruturas estáveis. Torna-se urgente a discussão das relações que dêem conta não das tecnologias, mas das fragilidades de todos à sua implantação e utilização.
sábado, 28 de novembro de 2009
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"Penso que nenhuma invenção supera o amor e o carinho de um professor".
ResponderExcluirAcredito que a presença física do professor é condição necessária para aprendizagem do aluno pelo menos no primeiro momento, para que o mesmo possa "caminhar sozinho"!
O professor tem o papel de mediador, com o intuito de instigar, motivar o aluno a aprendizagem.
GISELE UMPIERRE
REFERÊNCIAS Bibliográficas para pesquisa:
ResponderExcluirBOLIVAR, Antonio. A educação para a cidadania na agenda das reformas. Pátio: revista pedagógica, Porto Alegre, ano IX, n. 36, p. 12-15, nov. 2005/jan.. 2006.
DELVAL, Juan. Rumo a uma educação democrática. Pátio: revista pedagógica, Porto Alegre, ano VII, n. 25, p. 48-51, fev./abril 2003.
LANDINI, Sonia Regina e ABREU, Claudia B. de Moura. Estado: economia e política nas reformas de formação docente in FERREIRA, Naura Syria Carapeto (org.). A gestão da educação na sociedade mundializada: por uma nova cidadania. Rio de Janeiro, DP&A, p.203-217, 2003
MICHELOTTO, Regina Maria. A democratização na história da universidade in FERREIRA, Naura Syria Carapeto (org.). A gestão da educação na sociedade mundializada: por uma nova cidadania. Rio de Janeiro, DP&A, p.219-237, 2003
PERRENOUD, Philippe. As Competências a serviço da Solidariedade Pátio: revista pedagógica, Porto Alegre, ano VII, n. 25, p. 19-24, fev./abril 2003.
PERRENOUD, Philippe. Dez Novas Competências para Ensinar. Porto Alegre, Artmed, 2000.
O NOVO DOCENTE
ResponderExcluirEmbora a educação seja objeto de constantes estudos e de muita reflexão, é na escola que iremos encontrar práticas inovadoras ou ao contrário, ações que demonstram inflexibilidade e autoritarismo.
Diante desta realidade, torna-se urgente a necessidade de mudanças.
Os professores devem ser capazes de trabalhar em ambientes escolares que possam tornar-se centros de conhecimento coletivo e de solidariedade.
Devem estar preparados para compreender a importânciade um discurso democrático e as contradições da diversidade cultural.
Se pretendemos implantar uma escola democrática, devemos estar abertos à mudanças e transformações, e nos preparar para lidar com as diferenças e pluralidades, buscando eixos inovadores em nossa práticas.
Dentre estes eixos, salientamos: a diferenciação pedagógica, o desenvolvimento de competências e habilidades, o procedimento de transferência de conhecimento e por último, a educação para a cidadania, pois só desta forma teremos no futuro, cidadãos devidamente preparados para o efetivo exercício da democracia.
Diante do universo de tantas informações e tantas contradições referentes ao tema, é imperioso que se continue em busca da identificação do papel a ser desempenhado pelo docente a partir da proposta de uma Escola verdadeiramente democrática.
Michelotto(2003)
Muito bem.... novas tecnologias no ambiente escolar, e daí?
ResponderExcluirOs professores não receberam formação didática na graduação para o uso de tecnologias como apoio aos seus Planos de aula.
E, para integrar as TICs às aulas é preciso mudança de paradigmas, especialmente a compreensão de que precisamos privilegiar o crescimento do aluno e não avaliar quantitativamente.
Se não houver a compreensão de que é preciso integrar tecnologias para que estas propiciem ambiente de descoberta de informações, de busca, e construção, não estaremos permitindo ensinar e aprender ou aprender a aprender.
A metodologia de trabalho é a alavanca neste processo.